quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Brevíssima Fábula Urbana








Lenda da irresponsabilidade do poeta
Por certo sou poeta
Sou poeta quando finjo
Sou poeta quando as palavras lavram por dentro
Sou poeta quando o desencanto me encanta
Sou poeta, e canto a dor
Sou poeta, tristeza contida
Sou poeta, no canto de um cisne
Sou a lágrima que antecede a despedida
Sou destino de nunca encontrar-se
Sou poeta, num mundo por sonhar
Sou poeta, em versos por derramar
Sou poeta, instrumento para conseguir amar
Sou poeta, sofredor sorridente na alma que viaja
Sou poeta, lirismo da poesia em festa
Porque o poeta é o actor da alma, que leva a vida á cena
Pedro Maia

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