segunda-feira, 15 de junho de 2009

Centro Cultural de Ílhavo

Venho por este meio, como jovem ilhavense congratular-me com o surgimento desta infra-estrutura que visa inscrever Ílhavo no panorama cultural nacional.
Finalmente Ílhavo esta a começar a ter tanta relevância no cartaz cultural como outras cidades vizinhas como Estarreja, Sta Maria da feira e Aveiro entre outras, ainda que em minha opinião, seja o edifício certo no local errado, o edifício está muito bem arquitectado e acústicamente bem estudado, como já tive várias vezes a oportunidade de constatar
É também de louvar a ausência de barreiras arquitectónicas existindo rampas de acesso e elevadores ao auditório, WC, sala de exposições, área técnica e de palco e área administrativa.
O C.C.I. assume-se com um carácter multifacetado virado para várias áreas da cultura como exposições de fotografia e pintura, concertos de vários estilos e para todas as idades, exibição de filmes, e naturalmente também, o teatro.
Pelo palco do centro cultural já passaram nomes como Jacinta, Deolinda, Maria de Medeiros, Maria João e Mário Laginha, Paulo Furtado(The Legendary Tiger Man), Dianne Reeves, Rita Red Shoes, entre muitos outros, a este naipe de luxo falta na minha opinião um pouco mais de arrojo, enveredando por caminhos um pouco mais alternativos, mas também acredito que isso virá com o tempo.
Ao director artístico e a todos os colaboradores do C.C.I. um grande bem-haja pelo trabalho desenvolvido até aqui.

domingo, 14 de junho de 2009

Sigur ros - Agaetis byrjun


Espiral de emoções

Vi-te num olhar fugaz, a tua imagem no piscar de um néon num jogo de espectros multicolor,
não sei se eras tu..... se fosses dizias-me? Não sei, apenas sei que não me foi possível regredir no tempo, esclarecer todas as duvidas, parar aquela imagem e olhar-te fixamente, descrever círculos em volta de ti sem te tocar, afinal o teu olhar sempre foi fugidio.
Não, nunca me senti tão observador, olhos de predador que derrapinamente fixam pequenos pontos no xadrez do chão...
Não tive escolha, a minha dependência naquele momento fez com que fosse levado, tornei-me num esboço subtil das minhas convicções.... bem sei... e já me tens dito que assim não vou a lado nenhum... Mas deixa-me ser feliz apenas naquele momento,
deixa-me agora trespassar esta folha branca de palavras que o acaso vai escolhendo, ficar siderado de espanto...
Nada tem o sabor de te ter por perto, sentir o calor gélido que emanas em ondas de ternura, por vezes precipito-me na teia que foste tecendo em volta de mim, outras vezes fugo dela, a minha memória não se acumula em camadas com contornos perceptíveis, as minhas memórias travam batalhas épicas entre elas, vão-se auto-destruindo, desvanecendo-se no tempo....
Tira-me tudo, tira-me a derme, a epiderme, mas não me tires a sede de tristeza que me alimenta, eu ensino-te a inspirar tu ensinas-me a expirar pausadamente... juntos inventamos o respirar e assim ligados umbilicalmente existimos juntos perenemente no tempo....